DINHEIRO E FELICIDADE
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Praia de Maxaranguape, RN.            Foto: Esdras Nobre
 

Desde que o mundo é mundo as pessoas discutem se é melhor dinheiro, ou felicidade. Diz-se também que “dinheiro não traz felicidade, mas ajuda um bocado...”. 

Se você pensar direitinho sobre a questão vai ver que dinheiro não tem nada a ver com felicidade. Dinheiro serve para satisfazer nossas necessidades básicas como moradia e alimentação, por exemplo. Serve também para comprar coisas que tornam a vida mais confortável mas felicidade mesmo tem relação com coisas completamente diferentes.

Felicidade tem a ver com auto-estima, com estar bem consigo mesmo, com a capacidade de fruir as coisas boas da vida. Nenhuma dessas coisas podem ser afetadas pelo dinheiro, porque não dependem dele.

Curtir a beleza de uma noite de luar, sentir a suavidade e o perfume da brisa, preguiçar na rede branca escutando o doce farfalhar da palha do coqueiro, beijar quem a gente ama, aspirar o cheirinho do nosso bebê recém-nascido – ou do nosso netinho - e sentir suas mãozinhas tateando o nosso rosto... Isso é felicidade, e dinheiro não tem nada a ver com isso. 

Quando construímos nossa vida em cima de padrões materiais de realização realmente ficamos dependentes do dinheiro, que é quem sustenta os padrões de vida aceitos pela sociedade. Mede-se o sucesso das pessoas pelo modelo do carro, pelo tamanho da casa, pelas jóias e roupas exibidas, pelas viagens. 

Eu seria absolutamente hipócrita se dissesse que carro novo, casa grande e confortável, jóias e boas roupas, além de viagens, não têm importância. Tudo isso torna a vida confortável e cheia de prazer. O problema é que terminamos por ficar dependentes dessas coisas que, por serem materiais, são passíveis de sumirem numa crise econômica, ou quando acontece um problema financeiro qualquer. O carro pode ser roubado ou destruído em um acidente, a casa pode ser roubada ou perdida num incêndio, e o dinheiro que financia jóias, roupas e viagens pode acabar ou desaparecer. Mas se houver felicidade, esta persiste como solo básico no qual podem novamente frutificar as mais diversas realizações. 

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